Café das Moças: conheça a história de Ana Maria

Um grão complexo e refinado é como as melhores histórias. Não nasce da noite para o dia. É preciso inspiração, resiliência, dedicação e, principalmente, apreço pelo cultivo.

Ana Maria venceu o 1o Leilão das Mulheres do Café do PR

Basta degustar o café adocicado e com notas florais de Ana Maria Garcia José Correia, para se ter uma ideia do quanto ela batalhou para atingir esse grão indescritível. Nascida em 1983, essa paranaense de Figueira não descansa enquanto não atinge o seu objetivo: ter um café nacionalmente reconhecido. Com o projeto Mulheres do Café da EMATER, este sonho ficou mais próximo. Foi justamente durante os encontros com as demais produtoras e profissionais do setor, que ela pôde aprender novas técnicas e formas de cultivos, aprimorando sua paixão e amor pela cultura do café.

O projeto foi o impulso necessário para que ela arrendasse um sítio e tocasse sua própria produção, hoje com cerca de 30 mil pés. Do ofício artesanal, ensinado pelo pai, à expansão da produção, foram anos aprimorando as técnicas e as variedades cultivadas. O olhar atento na produção, revela o cuidado comparável a de um ourives, que lapida sua joia mais rara.

Ana Maria aprendeu a cuidar de café com seu pai e, em 2017, produziu o café mais caro da história do Paraná.

Atualmente, Ana trabalha com as variedades Catuaí Vermelho e Amarelo e é uma das personagens que estampam o Café das Moças. Sua história inspira o protagonismo feminino em um meio naturalmente dominado por homens. Em cada grão, o mesmo sentimento é partilhado com as demais mulheres do projeto: a vontade de transformar a realidade do campo e conquistar mais autonomia. Sim, nesta jornada o café é mais que uma bebida, é o instrumento de transformação social para que Ana, e tantas outras, possam sonhar alto e ver sua produção ganhando ainda mais relevância.

Prova disso foi quando um de seus nano-lotes, adquiridos para compor a linha de cafés especiais Café das Moças, atingiu nota máxima, dando à Ana o título de melhor café do concurso, e também o de mais caro da história do Paraná. Sim, estamos diante de uma mulher fazendo história! As trajetórias entrelaçadas de Ana e Estela Cotes – sócia proprietária do Café do Moço, que arrematou o lote – reforçam ainda mais o propósito do Café das Moças: unir mulheres com princípios similares e promover o intercâmbio entre diferentes personagens do setor.

Hoje, a produtora vislumbra a possibilidade de ter um produto com a sua assinatura e de aumentar sua produção gradativamente. Ao olhar para trás, ela lembra da infância humilde e das dificuldades com certa nostalgia, quando teve que abandonar o estudo para trocar a caneta pela enxada.

Mas isso não impediu que Ana escrevesse uma bela história, que certamente continuará inspirando gerações de mulheres na cidade e no campo.

Linha de cafés especiais destaca produção 100% feminina

Conheça a primeira linha nacional de cafés especiais produzida somente por mulheres

O mês de março chegou, e com ele diversas homenagens em todo mundo para as mulheres, que têm no dia 08 uma data só para elas. No embalo das celebrações, a torrefação Café do Moço, uma das principais referências quando o assunto é cafés especiais no Brasil, acaba de lançar uma linha exclusiva, que recebeu o nome de “Café das Moças”. Coordenado por Estela Cotes, o projeto traz cinco cafés produzidos por pequenas produtoras no Estado do Paraná, democratizando um mercado até então dominado por homens.

Um dos grandes destaques da linha “Café das Moças” é o café Catuaí Vermelho, o mais caro da história do Paraná, produzido pela produtora Ana Maria Garcia. No ano de 2017, 30 kg do café foram adquiridos por R$ 3.800 no 1o Leilão das Mulheres do Café do Paraná. Natural de Figueira (PR), Ana Maria Garcia, de 34 anos, que estudou apenas até o 4º ano do Ensino Fundamental, entrou no mundo dos cafés incentivada por seu pai. Mas foi na EMATER, com o projeto Mulheres do Café, e com o apoio do Café do Moço, empresa comandada por Estela Cotes e Leo Moço, que aprendeu novas técnicas e cultivos, aprimorando sua paixão e amor pelo café.

O trabalho de Ana Maria Garcia, que destacou o protagonismo feminino por meio do café, serviu como incentivo para que o Café do Moço criasse a primeira linha do país produzida exclusivamente por mulheres. “Depois de conhecermos este grupo de mulheres em 2016 começamos a estudar a produção feminina e descobrimos o trabalho de muitas pequenas produtoras que, com pequenas correções, poderiam resultar em cafés de excelência. Em pouco tempo percebemos que estávamos diante de uma nova página da cafeicultura paranaense, com mulheres se destacando em um segmento que sempre foi dominado por homens. Nesse momento, surgiu a ideia de selecionarmos café de qualidade para lançar uma linha inédita, que tem por objetivo promover o empoderamento dessas mulheres produtoras”, comenta Estela Cotes.

Além de Ana Maria, fazem parte do projeto “Café das Moças” outras quatro produtoras: Maria José Faria Costa (Tomazina – PR), com o café Catuaí Vermelho; Claudete Valle Pires (Japira – PR), com o café da variedade Arara; e Gláucia Daniele Mendes (Joaquim Távora – PR), com o café Obatã; e Tisato Kawata (Figueira – PR), com um café cítrico com notas de mel. “Estamos muito orgulhosos com o resultado desse projeto lindo. A maioria das mulheres começaram a produzir para consumo próprio, e hoje estão ganhando dinheiro com essa produção incrível, contribuindo diretamente para o sustento de suas famílias. É muito gratificando ver essa satisfação profissional no rosto delas”, detalha Estela. Além das produtoras, todos os detalhes do processo de produção foram realizados por mulheres, da colheita até a embalagem desenvolvida pela designer Andressa Meissner.

Responsável pela torrefação e comercialização dos cafés, a torrefação Café do Moço prestou, também, uma consultoria completa para as produtoras, resultando em saltos significativos nas produções em regiões até então impensáveis, tendo como foco principal a qualidade. Agora, após o lançamento oficial, a ideia é que o projeto ganhe todo o Brasil. “Sem dúvida alguma essa iniciativa fará com que mais produtoras se animem com o mercado e com as possibilidades geradas por seus cafés. Queremos adicionar novas mulheres ao nosso time de produtoras, e em breve lançaremos novos cafés. Todo o mercado ganha com essa dedicação feminina”, comenta Estela Cotes.

Como comprar

Os cafés estão disponíveis em embalagens de 150g, ilustradas com a imagem das produtoras, e custam entre R$ 90 e R$ 135. Eles podem ser adquiridos no site da torrefação (www.cafedomoco.com.br), com entrega para todo o país, e podem ser encontrados, também, na cafeteria do Grupo Café do Moço, o Barista Coffee Bar (Rua Moyses Marcondes, nº 609 – Juvevê), em Curitiba.

Primeiro Gesha do Brasil já está a venda

O Gesha tem origem africana e foi batizado com o nome da região da Etiópia em que foi descoberto no ano de 1931: o povoado de Gesha. Hoje, o produto ganhou fama mundial e é um dos mais cobiçados cafés do mercado. Inicialmente, a iguaria não ganhou muito destaque pelo sabor muito específico, característico e diferente do café convencional. Por isso, a fama do produto é recente, com um pouco mais de 10 anos. Muitos baristas, também, vem usando este café no Campeonato Mundial de Barismo, o WBC.

Os grãos da versão brasileira foram adquiridos pelo Grupo Café do Moço em um leilão internacional e fazem parte da primeira colheita da Fazenda Daterra. O lote de apenas 48kg passou pelo processo maceração carbônica, usado para a fabricação de vinhos finos, destacando as notas frutadas do café por meio da fermentação enzimática.

Neste processo, os grãos são colocados dentro de um tanque de inox, onde a fermentação acontece devido a troca de gases que preserva melhor o sabor e aroma do grão.

No Gesha do Brasil, você sentirá um aroma intenso, persistente e frutado, prevalecendo a acidez málica como a da uva Pinot Noir. O mais surpreendente é que o “nosso” Gesha não perde em nada para os queridinhos do mundo!

 

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Grupo Café do Moço muda identidade visual para comemorar nova fase e expansão do mercado de cafés especiais

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Dados levantados pela Associação Brasileira da Indústria de Torrefação e Moagem de Café (ABIC), apontam que o mercado de cafés especiais deve ganhar ainda mais espaço até 2019. De acordo com a pesquisa, os consumidores estão começando a diferenciar o café por tipo de grão, suas intensidades e sabores, e a tendência é que esse tipo de café ganhe ainda mais espaço na mesa do brasileiro.

Prova disso, é o Grupo Café do Moço, formado pela microtorrefação Café do Moço e pela cafeteria Barista Coffee Bar, que desde 2009 vem conquistando o mercado de cafés especiais no Brasil. O objetivo para 2017 é aumentar ainda mais a distribuição de cafés do tipo especial pelo país e alcançar nichos e novos mercados como empórios e casas especializadas.

Para comemorar essa nova fase e acompanhar a expansão do mercado, acaba o grupo acaba de lançar sua nova identidade visual. “Nós precisamos acompanhar o mercado, quem vem crescendo a cada dia, já que o brasileiro está exigindo sempre mais qualidade, por isso, decidimos que estava na hora de mudar”, explica Léo Moço, barista e fundador do Grupo.

Com a expansão dos negócios, era necessário dar um ar mais profissional a empresa. A nova marca, criada pelo designer Leandro Cotes, tem um ar mais clean, traços rústicos e cores mais sóbrias, para trazer justamente essa ideia do café artesanal. As novas embalagens dos cafés seguem um padrão em papel craft natural e uma listra branca, mudando as cores do centro conforme o tipo de café.

Outro detalhe que veio com essa mudança, foi à data de inicio dos trabalhos do grupo, 2009, para que os consumidores saibam da experiência do Café do Moço. Com isso Café do Moço fechou 2016 distribuindo e processando mais de meia tonelada de café por mês, gerando um aumento de 20% nas vendas.

O café especial no Brasil

Ainda segundo a ABIC, o Brasil é hoje, responsável por um terço do café produzido no mundo. Boa parte dos grãos chamados “grãos de qualidade” produzidos por aqui, acabam sendo absorvidos pelo próprio mercado, graças ao aumento da procura do consumidor brasileiro por grãos especiais. A bebida está presente em 98% dos lares, tanto que esse mercado cresceu cerca de 20% nos últimos anos.

O Brasil possui hoje mais de 3,5mil de cafeterias, e, 36% do café consumido aqui é preparado fora de casa, tornando o negócio ainda mais atrativo. Diante desse mercado, mais de 300 mil pequenos produtores estão investindo em grãos com maior valor agregado visando melhorar o lucro da atividade. Para ter uma ideia, enquanto um quilo de café commodity é comercializado entre R$ 10 e R$ 25, o preço do quilo dos cafés especiais variam de R$ 30 a R$ 100.

Café da região de Cambira é eleito o melhor do Paraná

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O produtor Evilásio Mori e Leo Moço com a saca usada para o café do projeto Red Foot. Foto: Divulgação/CafédoMoço

Na categoria Cereja Natural, o grão do projeto Red Foot, da região centro-norte do Paraná, conquistou o primeiro lugar e é servido no Barista Coffee Bar, em Curitiba

CURITIBA, 01/11/2016 – Acabam de ser anunciados os vencedores do 14° Concurso Café Qualidade Paraná. Promovido pelo Governo do Paraná, a celebração tem por objetivo valorizar e fortalecer a cafeicultura paranaense premiando os melhores cafés do Estado. Na categoria Cereja Natural, o produtor Evilásio Shigueaki Mori, da cidade de Cambira, foi o grande vencedor. O produtor conta com uma parceria especial com a torrefação artesanal Café do Moço, e foi o primeiro a participar do projeto Red Foot, comandado pelo barista Léo Moço (bicampeão brasileiro de barista e mestre de torra), que tem por objetivo aprimorar a produção de café no interior paranaense.

Os jurados degustaram os cafés de 43 produtores finalistas, e analisaram 10 quesitos como limpeza da bebida, corpo, sabor, acidez, aroma, uniformidade, doçura, além de atribuírem uma nota pessoal. Com a conquista, Evilásio enalteceu a região de Cambira, terra em que se encontra o Sítio Mori, propriedade da família, e que faz parte da Gleba Dourados, uma localização que apresenta um microclima favorável para a produção de cafés especiais, no centro-norte do Paraná. “Esse é o resultado de muito trabalho e dedicação, e interesse em dominar o assunto. Podemos mostrar para outros produtores – pequenos, médios e familiares – que o café especial é muito viável. O trabalho com o Léo Moço é feito para conscientizar que existe um nicho grande a ser explorado, e para o agricultor ter mais informação”, explica Evilásio.

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Os grãos são colhidos a mão e no ponto certo de maturação. Foto: Leo Moço/Divulgação

A parceria entre barista e produtor fez o café ser conhecido em Dublin, quando Léo Moço e sua esposa Estela Cotes, sócia do Barista e campeã brasileira de preparo de café, levaram os grãos para o campeonato mundial de barista. “Nós já sabíamos que o café era muito bom, mas este reconhecimento é incrível. Eu abracei o produto do Evilásio como uma forma de eu também aprender mais sobre o café do Paraná. Somos parceiros no projeto Red Foot, onde incentivamos mais produtores da região de Cambira a buscarem os melhores resultados em xícara. Ano que vem, a ideia é produzir um café para participar do concurso nacional”, conta Léo Moço.

O café campeão paranaense vai poder ser degustado no Barista Coffee Bar, em Curitiba, ainda em novembro durante uma ação especial e será lançado em uma edição limitada, em pacotes de 250g com a marca Café do Moço, para outros revendedores de todas as regiões do Brasil. “A ideia é que em pouco tempo o Brasil todo conheça e reconheça a qualidade desse ótimo café paranaense”, completa Léo Moço.

O Barista Coffee Bar fica na Rua Moysés Marcondes (nº 609), no bairro Juvevê, em Curitiba, e funciona de segunda a sábado, das 8h às 20h, e aos domingos e feriados, das 10h às 20h.